Anúncios no ChatGPT: quem paga a conta da IA grátis
Anúncios no ChatGPT chegam às imagens enquanto jornais cobram na Justiça e em contratos pelo que a IA leu. Entenda quem paga a conta da IA grátis em 2026.
NinaKalkazu.org

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Narrado por Thalita
Imagine pedir ao ChatGPT uma imagem de sala de estar para se inspirar na reforma. A imagem aparece e, ao lado dela, um espaço patrocinado mostra um produto de verdade. É esse o novo formato de anúncios no ChatGPT que a OpenAI apresentou em 5 de outubro de 2026, com teste marcado para começar nos Estados Unidos ainda neste mês.
Parece uma notícia pequena, mas ela é um pedaço de uma conta maior. De um lado, a IA grátis precisa de dinheiro para funcionar. Do outro, jornais, editoras e escritores querem receber pelo que essas IAs leram para aprender.
Anúncio, contrato de licenciamento e processo na Justiça são três jeitos de dividir essa mesma conta. Este artigo explica cada um, mostra em que pé estão e diz o que muda para quem usa o ChatGPT sem pagar, inclusive no Brasil.
Resumo rápido: a resposta em 30 segundos. O ChatGPT grátis e o Go, a assinatura mais barata, mostram anúncios; Plus e Pro, não. No Brasil, os anúncios valem desde 11 de agosto de 2026. O formato com imagens começa só nos Estados Unidos. A OpenAI afirma que o anúncio não muda a resposta e que o anunciante não lê conversas. Já a imprensa cobra das empresas de IA por contratos e por processos de direitos autorais, ainda sem decisão final.
Índice
- Anúncios no ChatGPT: o que são e desde quando existem
- O que muda com o novo anúncio visual?
- Por que o ChatGPT grátis precisou de propaganda?
- Quem escreveu o que a IA leu também quer receber?
- Em que pé estão os processos de direitos autorais?
- O que é fair use, em português claro?
- Como controlar os anúncios na sua conta
- O que isso muda para você
- Perguntas frequentes
Anúncios no ChatGPT: o que são e desde quando existem
Os anúncios no ChatGPT são espaços pagos por marcas, exibidos logo abaixo da resposta, com etiqueta de patrocinado e separados do texto da IA. Aparecem para adultos nos planos Free e Go. O teste começou nos Estados Unidos em 9 de fevereiro de 2026 e chegou ao Brasil em 11 de agosto.
Dois nomes aparecem o tempo todo nessa história. O plano Free é o ChatGPT grátis, sem mensalidade. O plano Go é a assinatura mais barata da OpenAI, um degrau abaixo do Plus. Pense numa plataforma de vídeo com um plano básico que custa menos porque tem comerciais: o Go segue essa lógica.
Quem paga mais não vê propaganda. Segundo a página de ajuda da OpenAI sobre anúncios, os planos Plus, Pro, Business, Enterprise e Edu ficam de fora (conferido em 05/10/2026).
| Plano | Tem anúncio? | Observação |
|---|---|---|
| Free (grátis) | Sim | Dá para desligar, com menos mensagens por dia |
| Go | Sim | Assinatura mais barata |
| Plus e Pro | Não | Assinaturas individuais mais caras |
| Business, Enterprise e Edu | Não | Planos de empresas e escolas |
Há uma regra de idade. A empresa diz que não mostra anúncios para contas identificadas como de menores de 18 anos. O teste vale para adultos que estão logados.
O que muda com o novo anúncio visual?
O anúncio deixa de ser só texto com logotipo e passa a ter imagem. A OpenAI vai testar o formato primeiro durante a geração de imagens, com um grupo inicial de anunciantes, nos Estados Unidos, ainda em outubro de 2026. O anúncio fica rotulado e separado da imagem que você pediu.
Até aqui, o anúncio era um bloco discreto no fim da resposta, com o nome da marca e um link. O novo formato quer mostrar o produto em uso. No comunicado em que apresentou o formato, a empresa fala em imagens que ajudam a pessoa a imaginar como seria usar o produto ou serviço no dia a dia.
O teste vale para quem usa o ChatGPT de graça e no plano barato, como registrou o TechCrunch na cobertura do anúncio. A OpenAI não divulgou data para levar o formato visual a outros países.
O mesmo comunicado trouxe novidades para quem anuncia: mais formas de medir se a propaganda gerou venda, com empresas de medição parceiras. Para o usuário, isso muda pouco na tela. Para o mercado, é o sinal de que a OpenAI quer disputar a verba que hoje vai para buscadores e redes sociais.
Onde o anúncio não entra
A OpenAI afirma que os anúncios não aparecem em conversas sobre temas sensíveis ou regulados, como saúde, saúde mental e política. Quem pergunta sobre um sintoma ou sobre uma eleição não deveria ver propaganda naquela conversa.
Existe também a promessa central, repetida em todo comunicado: o anúncio não influencia a resposta. Na prática, isso significa que a IA responde primeiro e o espaço patrocinado é escolhido depois, à parte. É uma promessa da empresa. Não há auditoria independente publicada que a confirme.
O que o anunciante fica sabendo
Segundo a OpenAI, o anunciante não tem acesso às suas conversas, ao histórico, às memórias nem a dados pessoais. Ele recebe números agregados, como quantas pessoas viram o anúncio e quantas clicaram.
O anúncio é escolhido pelo assunto da conversa. Se a personalização estiver ligada, entram também outras conversas e os anúncios com que você já interagiu. É um anúncio contextual: funciona como a banca de jornal que põe o guarda-chuva na frente quando começa a chover. O dono da banca vê a chuva, não a sua carteira.
Em uma frase: o anúncio visual é um teste americano, fica fora da imagem que você gerou e, pela regra da OpenAI, não entra em conversa sobre saúde ou política.
Por que o ChatGPT grátis precisou de propaganda?
Porque cada resposta custa dinheiro e quem usa o plano Free não paga nada. A OpenAI diz que manter os planos Free e Go rápidos exige investimento contínuo em infraestrutura e que os anúncios ajudam a bancar esse gasto. A alternativa seria limitar mais o uso gratuito ou cobrar de todo mundo.
Um buscador tradicional devolve uma lista de links, o que é barato. Uma IA escreve um texto novo a cada pergunta, e para isso usa chips caros dentro de data centers (galpões cheios de computadores ligados o dia inteiro). Já explicamos esse custo no artigo sobre a conta de energia dos data centers de IA, e a mesma pressão aparece no guia sobre a IA do Google grátis.
A expansão foi rápida, como mostra a linha do tempo montada com os comunicados da empresa:
| Data | O que aconteceu |
|---|---|
| 9 de fevereiro de 2026 | Começa o teste nos Estados Unidos, nos planos Free e Go |
| 11 de agosto de 2026 | Anúncios chegam a Brasil, Reino Unido, México, Japão e Coreia do Sul |
| 18 de agosto de 2026 | Expansão para 31 mercados europeus |
| 31 de agosto de 2026 | OpenAI informa US$ 1 bilhão de receita anualizada com anúncios |
| 5 de outubro de 2026 | Anunciado o formato visual, em teste nos Estados Unidos |
O número de agosto merece contexto. Receita anualizada é uma projeção: pega o ritmo de faturamento mais recente e multiplica para doze meses. A OpenAI disse, no balanço que publicou sobre os anúncios, que chegou a esse ritmo em menos de 200 dias. É como ganhar R$ 1 mil numa semana e dizer que ganha R$ 52 mil por ano: mostra o ritmo, não o dinheiro já recebido.
Quem escreveu o que a IA leu também quer receber?
Sim. Uma IA de texto aprende lendo bilhões de páginas, e boa parte delas foi escrita por jornalistas e autores que vivem de assinatura e de publicidade. Quando a IA responde direto, o leitor não visita o site original. Por isso a imprensa cobra, por contrato ou na Justiça.
Dois usos precisam ser separados. Treinamento é a fase em que o modelo lê uma montanha de textos para aprender padrões da língua, como um estudante que lê muito antes de escrever. Ancoragem (grounding, em inglês) é quando a IA busca uma notícia de hoje para responder e mostra a fonte, como quem consulta o jornal do dia antes de dar uma opinião.
A diferença importa porque os contratos tratam os dois de forma distinta. Autorizar uma IA a citar sua reportagem com link é uma coisa. Autorizar que ela aprenda com todo o seu arquivo é outra.
Os contratos de licenciamento
Licenciar é alugar o direito de uso. A OpenAI fechou acordos com grupos de mídia, entre eles um contrato de vários anos com a News Corp, dona do Wall Street Journal, além de parcerias com o Financial Times, a Axel Springer, o Le Monde e o Washington Post. O comunicado da News Corp não informa valores.
A Microsoft foi por outro caminho e criou uma espécie de feira. No Publisher Content Marketplace, apresentado em fevereiro de 2026, o veículo define suas condições e as empresas de IA pagam pelo conteúdo que usam. A Microsoft deixa claro que o sistema cobre ancoragem e exibição, não treinamento.
Entre os participantes iniciais estão a Associated Press, a Condé Nast, a Hearst e a Vox Media. São empresas grandes, com advogados e poder de negociação. O blog pequeno e o jornal de cidade média ficam fora dessa mesa.
O pedágio da Cloudflare
Para quem não tem contrato, a saída veio de uma empresa que fica entre o site e o visitante. A Cloudflare, que protege e acelera uma fatia grande dos sites do mundo, passou a bloquear por padrão os robôs de IA em páginas com anúncios.
Robô rastreador (crawler) é o programa que visita páginas automaticamente para copiar o conteúdo. O do buscador faz isso para colocar o site na lista de resultados e mandar visitantes. O da IA copia para treinar um modelo ou para abastecer um agente, que é a IA que navega e faz tarefas sozinha.
Pelo comunicado da Cloudflare de 1º de julho de 2026, a regra vale desde 15 de setembro para sites novos e clientes do plano grátis. Nas páginas com publicidade, o robô de busca entra. O de treinamento e o de agentes ficam de fora. O dono do site pode mudar a configuração.
A empresa também lançou o Pay Per Use, em que o veículo recebe quando o conteúdo é de fato usado numa resposta. Segundo a Cloudflare, mais da metade dos acessos a páginas da web já vem de robôs e agentes, não de pessoas.
Em uma frase: quem tem nome grande assina contrato, e quem não tem passou a contar com um bloqueio automático e um pedágio por uso.
Contratos e pedágios resolvem o futuro. O passado, o que já foi lido sem autorização, está nos tribunais.
Em que pé estão os processos de direitos autorais?
Nenhum tribunal superior decidiu a questão. O processo do New York Times contra a OpenAI e a Microsoft está na fase em que os dois lados pedem ao juiz uma decisão sem júri. O caso da Anthropic terminou em acordo de US$ 1,5 bilhão. O governo americano entrou em campo a favor da OpenAI.
| Caso | Onde | Situação em 05/10/2026 |
|---|---|---|
| New York Times e outros jornais x OpenAI e Microsoft | Justiça federal de Nova York | Pedidos de julgamento sumário apresentados em setembro |
| Autores x Anthropic | Justiça federal da Califórnia | Acordo de US$ 1,5 bilhão aprovado em 20 de julho |
| Parecer do governo dos EUA | No processo de Nova York | Entregue em 1º de setembro, a favor do treinamento |
New York Times x OpenAI e Microsoft
O processo foi aberto em 2023 e hoje reúne vários veículos num mesmo caso, sob o juiz Sidney Stein. Em 17 de setembro de 2026 veio a público, com menos trechos cobertos por sigilo, a petição de 92 páginas dos jornais. Ela pede julgamento sumário, que é a decisão do juiz sem levar o caso a júri.
O documento cita mensagens internas das próprias rés. Um diretor de ciência aplicada da Microsoft, Brent Hecht, descreveu a coleta de textos como possivelmente "o maior roubo de trabalho da história humana". O chefe do ChatGPT, Nick Turley, escreveu que os produtos são "em grande parte substitutivos" e que os veículos enfrentam uma "ameaça existencial".
Há números também. A petição afirma que um conjunto de dados de treinamento continha cópias de pelo menos 160.903 obras dos jornais. E que a Microsoft registrou queda de 83% a 93% na taxa de cliques para os sites do Times e do Daily News quando a resposta vinha do Copilot, a IA da Microsoft, em vez da busca comum do Bing, o buscador da empresa.
Esse é o lado de quem acusa, e uma petição escolhe os trechos que a favorecem. Na defesa apresentada no mesmo dia, a OpenAI diz que seus modelos não foram feitos para repetir textos. Seu perito achou 24 cópias literais em 20 milhões de conversas analisadas, uma taxa de 0,00012%.
A disputa, então, não é sobre a IA ter lido os jornais. Isso está admitido. É sobre a leitura ser permitida por lei e sobre o prejuízo ser do tipo que a lei pune. O TechCrunch resumiu os documentos e informou que as duas empresas não responderam aos pedidos de comentário.
O acordo de US$ 1,5 bilhão da Anthropic
A Anthropic, dona do Claude, foi processada por escritores e fechou acordo. A sentença que aprovou o acordo, assinada pela juíza Araceli Martínez-Olguín em 20 de julho de 2026, fala em cerca de US$ 3.000 por obra, para uma lista de 482.460 livros.
O valor por obra é quatro vezes o mínimo de US$ 750 que a lei americana prevê por violação. A sentença chama o caso de maior acordo coletivo de direitos autorais da história. O site oficial do acordo prevê os primeiros pagamentos até 15 de novembro de 2026.
O detalhe que muda a leitura: o dinheiro do acordo não é punição pelo treinamento. Em 2025, o juiz William Alsup, que conduziu o caso antes da juíza atual, considerou o treinamento um uso "espetacularmente" transformador, isto é, que cria algo novo em vez de copiar. O problema foi a origem das cópias, baixadas de bibliotecas piratas.
O acordo cobre só esse passado e obriga a empresa a destruir os arquivos.
Por ser acordo, ele não obriga outros juízes a decidir igual. E deixa de fora, de propósito, qualquer reclamação sobre o que a IA escreve. Já tratamos das finanças da empresa no artigo sobre o que o prospecto da Anthropic revela.
O governo americano entra do lado da OpenAI
Em 1º de setembro de 2026, o Departamento de Justiça entregou ao juiz de Nova York um parecer de 20 páginas. O governo não é parte no processo. Usou um instrumento que lhe permite opinar quando entende que há interesse do país em jogo.
O argumento mistura direito e geopolítica. O texto diz que os Estados Unidos têm forte interesse numa indústria de IA competitiva e que seria "juridicamente incorreto" impor uma regra geral que tornasse o treinamento ilegal sem licença. Cita segurança nacional e a disputa com adversários estrangeiros.
O parecer faz uma ressalva que pouca gente notou. Ele separa o treinamento da resposta: se a IA reconstrói e distribui uma obra protegida, esse uso pode não ser transformador. Ou seja, até o governo admite que copiar na saída é outra conversa.
O que é fair use, em português claro?
Fair use (uso justo) é a regra americana que permite usar um trecho de obra protegida sem pedir autorização, desde que o uso seja razoável. Não é uma lista fechada: o juiz pesa quatro fatores caso a caso. É por isso que a IA ainda não tem resposta definitiva.
Um exemplo do dia a dia. Citar dois parágrafos de um livro numa resenha é uso justo: você criou algo novo, usou pouco e não tirou venda do autor. Tirar xerox do livro inteiro e vender na porta da faculdade não é, porque a cópia substitui o original.
| Fator | Pergunta que o juiz faz | O que as empresas de IA dizem | O que a imprensa diz |
|---|---|---|---|
| Finalidade | O uso cria algo novo? | O modelo aprende padrões, não guarda textos | A resposta substitui a notícia |
| Natureza da obra | É criativa ou factual? | Notícia é fato, e fato não tem dono | Reportagem é trabalho autoral |
| Quantidade | Quanto foi copiado? | Copiar tudo é necessário para aprender | Copiaram o arquivo inteiro |
| Efeito no mercado | Tira dinheiro do autor? | Não há prejuízo que a lei reconheça | Os cliques despencaram |
O primeiro e o quarto fatores decidem quase tudo. Se o juiz enxergar a IA como uma ferramenta nova, o treinamento tende a passar. Se enxergar um concorrente que entrega a notícia sem mandar o leitor ao jornal, o resultado muda.
No Brasil a lógica é outra. A Lei de Direitos Autorais não tem uso justo: o artigo 46 traz uma lista de situações em que o uso é livre, como a citação com indicação da fonte. O treinamento de IA não aparece nessa lista, e a lei é de 1998.
Em uma frase: nos Estados Unidos, treinar IA com texto protegido depende de um juiz achar o uso razoável, e no caso da Anthropic o juiz aceitou o treinamento e rejeitou a cópia pirata.
Como controlar os anúncios na sua conta
Você não precisa aceitar a configuração padrão. A OpenAI oferece quatro controles, descritos na página de ajuda (conferido em 05/10/2026). O menu aparece em inglês como Settings > Ad Controls, que é a área de controles de anúncios dentro das configurações.
- Veja por que o anúncio apareceu. Cada anúncio tem uma opção que explica o motivo da exibição. Também dá para dispensar o anúncio e enviar um comentário.
- Desligue a personalização. Os anúncios continuam, mas passam a usar só o assunto da conversa atual. Outras conversas e o histórico de anúncios deixam de contar.
- Apague os dados usados para anúncios. A limpeza pode ser feita a qualquer momento, no mesmo menu.
- Troque anúncios por limite menor. No plano Free, existe a opção sem anúncios, com menos mensagens por dia e menos recursos.
A quarta opção é a mais reveladora: quem não quer anúncio nem mensalidade paga com menos mensagens por dia. É a conta do começo deste artigo, dessa vez escrita no próprio menu.
O que isso muda para você
Para quem só usa o ChatGPT, a mudança é pequena e já está em vigor no Brasil: anúncios rotulados no plano grátis e no Go. Para quem produz conteúdo, a mudança é maior, porque pela primeira vez existem ferramentas para bloquear ou cobrar os robôs de IA.
As três frentes deste artigo cabem numa tabela só. Em todas, a pergunta é a mesma: quem paga pela resposta que você recebe de graça?
| Frente | Quem paga | Quem recebe | Tamanho conhecido |
|---|---|---|---|
| Anúncio | A marca anunciante | A OpenAI | Ritmo de US$ 1 bilhão por ano |
| Licenciamento | A empresa de IA | O veículo com contrato | Valores não divulgados nos comunicados |
| Processo | A empresa de IA, se perder ou fizer acordo | Autores e veículos | US$ 1,5 bilhão no caso da Anthropic |
A comparação mostra o tamanho da disputa. Um único acordo com escritores custou mais do que um ano inteiro de anúncios no ritmo informado em agosto. O anúncio que você vê na tela é a parte pequena da conta.
E no Brasil?
Os anúncios já valem aqui desde 11 de agosto de 2026, nos planos Free e Go. O formato com imagens ainda não tem data para o país. Os controles ficam no mesmo menu, e a lei brasileira de direitos autorais, de 1998, não trata de treinamento de IA. Nenhum dos processos citados corre no Brasil.
| Se você é | O que muda | O que fazer |
|---|---|---|
| Usuário do plano Free | Vê anúncios abaixo das respostas | Ajuste a personalização nos controles de anúncios |
| Assinante do Go | Também vê anúncios, mesmo pagando | Compare o preço do Go e do Plus na página de planos |
| Assinante Plus ou Pro | Nada | Nenhuma ação |
| Dono de site ou blog | Robôs de IA podem ser bloqueados ou cobrados | Confira as opções de IA no painel do seu provedor |
| Jornalista ou autor | O valor do seu arquivo está em disputa | Acompanhe a decisão do caso do New York Times |
Uma opinião, com justificativa. Para quem usa o ChatGPT de vez em quando, o anúncio é um preço aceitável, desde que a regra de não mexer na resposta se mantenha. O risco real não está no banner. Está no dia em que a resposta e o patrocínio deixarem de ser separados, e isso só quem audita de fora consegue dizer.
Vale acompanhar também o lado regulatório. Explicamos no artigo sobre a investigação da FTC sobre OpenAI e Anthropic como o órgão americano de defesa do consumidor passou a olhar para essas empresas. Outros temas do setor estão na nossa página de inteligência artificial.
Perguntas frequentes
O ChatGPT pago tem anúncio?
Depende do plano. O Go, que é a assinatura mais barata, tem anúncios. Plus, Pro, Business, Enterprise e Edu não têm, segundo a página de ajuda da OpenAI (conferido em 05/10/2026).
O anúncio muda a resposta do ChatGPT?
A OpenAI afirma que não. Segundo a empresa, o anúncio aparece rotulado como patrocinado e separado visualmente do texto da IA. Essa é uma declaração da própria empresa, sem verificação independente publicada até agora.
Tem anúncio no ChatGPT grátis no Brasil?
Sim. O Brasil entrou na lista em 11 de agosto de 2026, junto com Reino Unido, México, Japão e Coreia do Sul. O formato visual, ligado à geração de imagens, começa em teste só nos Estados Unidos.
A IA pode treinar com texto protegido por direitos autorais?
Nos Estados Unidos, a questão segue aberta. No caso da Anthropic, um juiz considerou o treinamento um uso transformador e condenou a origem pirata das cópias. O processo do New York Times contra a OpenAI ainda não tem decisão sobre esse ponto.
O que é licenciamento de conteúdo para IA?
É um contrato em que um veículo autoriza uma empresa de IA a usar seus textos, em troca de pagamento. Pode cobrir só a citação com link nas respostas, só o treinamento, ou os dois. Cada contrato define o alcance.
Quem ganha o processo do New York Times contra a OpenAI?
Ninguém sabe. Os dois lados pediram julgamento sumário em setembro de 2026 e o governo americano opinou a favor da OpenAI. Qualquer que seja a decisão do juiz, o lado derrotado pode recorrer.
A IA grátis nunca foi de graça: alguém sempre pagou, com investimento, com dados ou com o trabalho de quem escreveu o que ela leu. Em 2026, a conta ficou visível, no anúncio ao lado da imagem e nas petições de Nova York. Se você usa o plano Free, o próximo passo leva dois minutos: abra os controles de anúncios e escolha o que aceita.






