OpenAI DevDay 2026: Dots, GPT-6.1 Sol e tudo o que mudou
OpenAI DevDay 2026: entenda os Dots, o GPT-6.1 Sol, o plano de US$ 500, o Space e o Pages, e o que cada novidade muda para quem usa o ChatGPT no Brasil.
NinaKalkazu.org

Para quem paga pelo ChatGPT, ele amanheceu diferente na quarta-feira. Tem um bichinho colorido que promete trabalhar enquanto você dorme, um plano de 500 dólares por mês, um editor de documentos e um modelo novo, o motor por trás das respostas, com nome de sol. Tudo isso apareceu de uma vez, na terça-feira, 29 de setembro de 2026.
Foi o dia do OpenAI DevDay 2026, o evento anual em que a dona do ChatGPT mostra o que vem pela frente. A empresa contou mais de 20 anúncios. Os sites americanos publicaram uma nota para cada um, e quem tentou acompanhar ficou com um quebra-cabeça na mão.
Este artigo monta o quebra-cabeça. Você vai entender as principais novidades, quanto cada uma custa, quem já pode usar e o que ainda é promessa. No fim, uma tabela mostra o que muda para o seu caso.
Resumo rápido: a resposta em 30 segundos. A estrela do evento são os Dots, programas de IA que executam tarefas por você, por enquanto só para quem paga a partir de US$ 100 por mês. O GPT-6.1 Sol chega perto do modelo mais caro por um quinto do preço. Surgiu um plano Pro de US$ 500, e o de US$ 200 passou a render menos. O ChatGPT ganhou documentos e aplicativos embutidos. Quem usa de graça quase não sente diferença.
Índice
- O que foi o OpenAI DevDay 2026?
- O que são os Dots, os agentes que trabalham sozinhos?
- O que é o GPT-6.1 Sol e quanto ele custa?
- Quanto custa o novo plano Pro de US$ 500 e o que mudou no de US$ 200?
- O que são Space, Pages e os slides colaborativos?
- O ChatGPT está virando uma loja de aplicativos?
- O que mudou para quem programa?
- O que já dá para usar e o que ainda é promessa?
- O que isso muda para você?
- Perguntas frequentes
- O que vem depois do OpenAI DevDay 2026?
O que foi o OpenAI DevDay 2026?
O OpenAI DevDay 2026 foi a conferência anual da OpenAI para desenvolvedores, realizada em 29 de setembro de 2026. A empresa anunciou mais de 20 novidades de uma vez: agentes que trabalham sozinhos, um modelo mais barato, um plano de assinatura mais caro e ferramentas de escritório dentro do ChatGPT.
O nome engana um pouco. "Dev" vem de developer (desenvolvedor, quem escreve programas), mas boa parte do que foi mostrado mexe com o ChatGPT que qualquer pessoa usa. Pense numa feira de automóveis: é feita para o setor, só que é lá que você vê o carro que vai estar na rua no ano seguinte.
O tamanho da plateia explica o barulho. No resumo oficial do evento, a OpenAI fala em 1,2 bilhão de usuários por semana. É como se, a cada sete dias, uma população quase seis vezes maior que a do Brasil abrisse o mesmo aplicativo.
O que são os Dots, os agentes que trabalham sozinhos?
Os Dots são agentes de IA da OpenAI que ficam ligados o tempo todo e cuidam de tarefas por você, mesmo quando você não está na conversa. Cada Dot tem um computador próprio na nuvem, isto é, nos servidores da OpenAI e não na sua casa, um navegador e acesso aos aplicativos que você conectar. Por enquanto, só assinantes dos planos mais caros podem usar.
O termo técnico aqui é agent (agente). Um agente é uma IA que executa tarefas em vez de só responder perguntas. O ChatGPT comum é um consultor: você pergunta, ele responde, e a conversa para ali. O agente é um estagiário com crachá: recebe um objetivo, abre os programas, faz o serviço e volta com o resultado.
Isso importa porque muda o que você pede. Em vez de "escreva um e-mail cobrando o cliente", o pedido passa a ser "acompanhe os pagamentos e me avise quando alguém atrasar". A primeira frase gera um texto. A segunda entrega uma responsabilidade.
O visual fofo é proposital. Cada Dot aparece como uma bolinha colorida com olhos, que você batiza e personaliza. A Wired descreveu os Dots como bolhas fofas, na mesma linha do Muse, o agente que a Meta lançou dias antes.
O que um Dot faz na prática?
Segundo o anúncio oficial dos Dots, cada um roda no GPT-6 Astra, o modelo mais capaz da empresa, e se conecta a mais de 4.000 aplicativos. Ele trabalha 24 horas por dia e aprende suas preferências com o tempo, a partir das correções que você faz.
O exemplo mais claro do anúncio é o de um testador que esqueceu de mandar uma cobrança a uma revista. O Dot percebeu a falta, preparou a nota e só enviou depois que o dono aprovou. Ninguém tinha pedido nada.
A OpenAI lista outros usos. Um programador deixa o Dot lendo as reclamações de clientes e recebe as correções prontas para revisar. Você conversa com o Dot por mensagem ou por chamada de voz no ChatGPT, e também pelo Slack e pelo Microsoft Teams, dois programas de conversa usados em empresas. O contexto acompanha você de um canal para o outro. Na estreia, é você quem liga: o Dot ainda não inicia chamadas.
Quem pode usar os Dots e quanto custa?
Os Dots estão sendo liberados para assinantes do ChatGPT Pro, que começa em US$ 100 por mês, e do Business Premium, um plano para empresas. O primeiro Dot já vem incluído, sem cobrança extra. Nos planos Enterprise, Edu e Healthcare, feitos para grandes empresas, escolas e hospitais, as equipes só testam se o administrador ligar o recurso, que vem desligado.
Para o leitor brasileiro, a boa notícia está num detalhe da central de ajuda da OpenAI (conferido em 01/10/2026). No plano Pro, a liberação vale para todos os países, menos os do Espaço Econômico Europeu, a Suíça e o Reino Unido. O Brasil não está entre as exceções.
Há três limites práticos. A liberação é gradual e pode levar alguns dias para chegar à sua conta. O Dot só pode ser criado no computador, pelo aplicativo ou pelo navegador; o celular serve para conversar depois. E a conversa por SMS é um teste restrito a alguns assinantes Pro dos Estados Unidos.
Um ponto bom para o bolso: as conversas com o Dot não gastam o limite de uso do seu ChatGPT, a cota de pedidos que cada plano dá por período. O que gasta são as tarefas pesadas que ele abre no Codex ou no ChatGPT Work, as áreas de programação e de trabalho do aplicativo.
Quem não paga ficou de fora por ora. A OpenAI diz que pretende ampliar o acesso em breve, e o The Verge registrou a diretora financeira da empresa falando em levar os Dots a todos os usuários. Não há data.
Dots ou Muse: qual a diferença?
A diferença que pesa é o preço de entrada. A Meta apresentou o Muse como gratuito para a maior parte do que as pessoas precisam. Os Dots exigem uma assinatura a partir de US$ 100 por mês. São duas apostas opostas sobre quem deve chegar primeiro aos agentes.
| Dots (OpenAI) | Muse (Meta) | |
|---|---|---|
| Preço de entrada | Plano Pro, a partir de US$ 100 por mês | Gratuito, com limite de uso |
| Modelo por trás | GPT-6 Astra | Modelo da própria Meta |
| Onde trabalha | Computador próprio na nuvem | Computador próprio na nuvem |
| Aparência | Bolinha colorida personalizável | Mascote personalizável |
Contamos a história do concorrente no artigo sobre o Muse, o agente pessoal da Meta.
Que cuidados tomar antes de ligar um Dot?
Trate o Dot como um funcionário novo com acesso às suas contas: dê pouco acesso no começo e aumente aos poucos. A OpenAI colocou travas, mas avisa no próprio anúncio que os Dots podem errar e que todo trabalho que pode dar prejuízo se sair errado deve ser revisado.
As travas são estas, segundo a empresa:
- Computador separado. O Dot trabalha na máquina dele. O seu computador só entra na história se você autorizar.
- Pesquisa só de leitura. Quando ninguém pediu nada, ele só pode ler os aplicativos conectados. Não envia mensagem nem altera arquivo.
- Regras personalizadas. Em Custom Rules, você define o que ele faz sem perguntar, o que exige aprovação e o que fica com você.
- Tarefas que nunca saem da sua mão. Trocar uma senha, por exemplo, continua sendo sua.
Falta o item que quase ninguém lê. Nos planos pessoais, é você quem escolhe, nas configurações, se as conversas e o trabalho do Dot podem ser usados para melhorar os modelos da OpenAI. Nos planos Business, Enterprise e Edu, esse uso vem desligado por padrão.
Outro detalhe da central de ajuda: desconectar um aplicativo não apaga o que o Dot já aprendeu com ele. Para apagar essas informações, é preciso apagar o Dot inteiro, com conversas, memórias e tarefas agendadas.
Em uma frase: o Dot é um estagiário digital que trabalha 24 horas, custa a partir de US$ 100 por mês e precisa de regras claras antes de receber as chaves da casa.
O que é o GPT-6.1 Sol e quanto ele custa?
O GPT-6.1 Sol é a nova versão do modelo intermediário da OpenAI. Segundo a empresa, ele chega perto da inteligência do GPT-6 Astra, o topo de linha, em programação, uso de computador e trabalho profissional, cobrando um quinto do preço. Saiu uma semana depois do GPT-6 Sol, que ele substitui.
Para entender o preço, falta um termo: token (pedaço de palavra). A IA não lê palavras inteiras, lê fragmentos, e quem usa a IA dentro de um programa paga por fragmento lido e escrito. Funciona como a conta de luz, que cobra por quilowatt. Um milhão de tokens equivale, em média, a alguns livros grossos.
Os preços da página oficial do GPT-6.1 Sol (conferidos em 01/10/2026), sempre por milhão de tokens:
| Modelo | Para que serve | Entrada | Saída |
|---|---|---|---|
| GPT-6 Astra | O mais inteligente, para os problemas mais difíceis | US$ 10 | US$ 50 |
| GPT-6.1 Sol | Quase o Astra, para o trabalho de todo dia | US$ 2 | US$ 10 |
| GPT-6 Luna | Rápido e barato, para grande volume | US$ 0,10 | US$ 0,50 |
"Entrada" é o que a IA lê, e "saída" é o que ela escreve. Uma tarefa que custava US$ 50 no Astra passa a custar US$ 10 no Sol. Explicamos de onde vem essa queda no artigo sobre o GPT-6 Sol e o Luna pela metade do preço.
A melhora que mais interessa a quem não programa é a de erros. A OpenAI mediu, em perguntas difíceis, quantas respostas traziam alguma informação errada. Do GPT-6 Sol para o GPT-6.1 Sol, no modo em que a IA pensa menos antes de responder, a taxa caiu de 11,4% para 7,7%. São quase quatro respostas erradas a menos em cada cem.
Esse número pede cuidado. O teste usa de propósito conversas em que um modelo anterior já tinha errado, então não representa o uso comum, em que o erro é mais raro. Serve para comparar um modelo com o outro, e só.
Nas tarefas mais difíceis, o Astra continua na frente. No teste de pesquisa científica citado pela empresa, ele tem a nota mais alta entre os modelos avaliados, e a própria OpenAI recomenda o Astra para as tarefas mais difíceis.
Há uma pegadinha de disponibilidade. O GPT-6.1 Sol está liberado para os planos Plus, Pro, Business, Enterprise e Edu, mas só no ChatGPT Work e no Codex. No Chat comum, a conversa de sempre, ele ainda não chegou.
Quanto custa o novo plano Pro de US$ 500 e o que mudou no de US$ 200?
O Pro 500 custa US$ 500 por mês e oferece o maior limite de uso da OpenAI, 25 vezes o do plano Plus, mais o modo Ultrafast. O Pro de US$ 200 voltou a aceitar assinantes, com um limite menor que o de antes pelo mesmo preço. O Pro de US$ 100 segue como a porta de entrada.
| Plano | Preço por mês | Ultrafast | O que saber |
|---|---|---|---|
| Pro 100 | US$ 100 | Não | Já dá direito a um Dot |
| Pro 200 | US$ 200 | Não | Novas assinaturas têm limite menor que antes |
| Pro 500 | US$ 500 | Sim | Limite de 25 vezes o do Plus |
Os valores são da página de ajuda sobre os planos Pro (conferida em 01/10/2026). Estão em dólar porque a OpenAI não informa ali um preço em real. Para comparar: o Plus custa US$ 20 por mês. Sobre o limite, o resumo do evento dá só o múltiplo, sem número de pedidos.
O Ultrafast é um modo de velocidade. A empresa fala em até 300 tokens por segundo no Codex, oito vezes mais rápido que o normal. É a diferença entre ver o texto aparecer na velocidade de quem digita e ver a página surgir pronta. Para quem programa o dia todo, isso encurta a espera de cada tarefa.
A parte menos simpática ficou para quem paga US$ 200. A OpenAI justifica o limite menor dizendo que os modelos ficaram mais eficientes. Quem já era assinante mantém o limite antigo até 29 de outubro de 2026. Depois, passa para o novo. O preço não muda.
A OpenAI não publicou, na página de ajuda, o tamanho exato do corte.
Uma dúvida comum tem resposta clara: comprar créditos, que são uso extra pago à parte, no Pro 100 ou no Pro 200 não libera o Ultrafast. Entre os planos Pro, só o de US$ 500 tem o modo rápido.
O que são Space, Pages e os slides colaborativos?
São três ferramentas de escritório dentro do ChatGPT. O Space é uma área de equipe onde pessoas, o ChatGPT e os Dots trabalham sobre os mesmos arquivos. O Pages é um editor de documentos. Os slides colaborativos fazem apresentações. Os dois primeiros já saíram para os planos Pro, Business e Enterprise.
O jeito mais fácil de entender é comparar com o que você já usa. O Space faz o papel da pasta compartilhada, o Pages o do Google Docs ou do Word, e os slides o do PowerPoint. O TechCrunch leu o pacote como a OpenAI avançando sobre o terreno da Microsoft, sua parceira antiga.
A diferença está em quem escreve junto. Num documento comum, os colaboradores são pessoas. Numa página do Pages, a IA também é colaboradora: tudo o que o ChatGPT faz numa conversa ele faz ali, de pesquisar a gerar gráfico e imagem.
O Space pode se organizar sozinho. Você dá uma instrução, por exemplo acompanhar um canal da equipe e atualizar uma página com as novidades, e o ChatGPT mantém aquilo em dia. Os slides ainda não chegaram. A OpenAI promete o recurso para as próximas semanas, com várias pessoas e agentes editando ao mesmo tempo e exportação para PowerPoint e Google Slides. No celular, o Space por enquanto só permite achar, ler e compartilhar páginas.
Duas novidades menores completam o pacote. O plugin Meetings, uma extensão que anota reuniões e guarda o resumo com as tarefas de cada um, está em teste no aplicativo para Mac. E as empresas podem chamar o @ChatGPT dentro do Slack e do Teams.
O ChatGPT está virando uma loja de aplicativos?
Está no caminho. O ChatGPT passou a sugerir aplicativos no meio da conversa, a abrir esses aplicativos em painéis ao lado do chat e a deixar você usar a sua assinatura em ferramentas de outras empresas. Falta a parte do dinheiro: a OpenAI não anunciou cobrança nem divisão de receita.
A peça central são os plugins (extensões), programas de terceiros que se encaixam no ChatGPT. Funciona como o adaptador de tomada: a IA é a mesma, e a extensão permite ligá-la ao Canva, ao Figma ou à sua agenda. Agora cada extensão pode ter um lugar fixo na barra lateral e um painel próprio.
O efeito prático: você pede uma arte e ajusta o desenho num painel ao lado da conversa, sem abrir outro site. A análise do TechCrunch sobre o modelo de loja vê nisso um jeito de contornar as lojas da Apple e do Google.
A segunda peça é o "Sign in with ChatGPT" (entrar com o ChatGPT). Serve para duas coisas. Uma é o login, como o "entrar com o Google", e vale no mundo todo. A outra é usar a cota do seu plano Plus ou Pro dentro de 16 programas parceiros, entre eles o Notion e o Vercel.
Para empresas, surgiu o OpenAI Marketplace. Clientes corporativos podem usar parte do contrato com a OpenAI para pagar programas de 32 parceiros, como Adobe, Figma, Salesforce e HubSpot. Por enquanto, a OpenAI só abriu uma lista de interessados.
O que mudou para quem programa?
Para desenvolvedores, as novidades principais são o Codex rodando na nuvem a partir de qualquer aparelho, o Codex Security Cloud, que procura falhas de segurança no código, e a Decisions API, uma forma barata e rápida de fazer a IA escolher entre opções prontas. Se você não programa, pode pular para a próxima seção.
O Codex é o assistente de programação da OpenAI. Agora ele roda no computador, pelo celular ou na nuvem, com ambientes prontos que a equipe inteira reaproveita. Dá para começar uma tarefa no escritório e acompanhar pelo telefone.
A Decisions API pede uma explicação. API é a porta por onde um programa conversa com outro, como o garçom que leva o pedido da mesa à cozinha. Nessa porta nova, o programador entrega uma pergunta e uma lista fechada de respostas, e o modelo Luna devolve a escolha.
Um exemplo: uma loja recebe mil mensagens por hora e precisa separar "reclamação", "dúvida" e "elogio". Para isso não é preciso um texto, basta uma etiqueta. A ideia lembra o modelo que apresentamos no artigo sobre o Jev, a IA que não fala. A Decisions API está em teste, só para alguns desenvolvedores.
O Codex Security Cloud varre repositórios inteiros, as pastas onde fica guardado o código de um projeto, sob demanda ou em horário marcado, e prepara as correções na nuvem. Está disponível para os planos Pro, Business, Enterprise e Edu.
O que já dá para usar e o que ainda é promessa?
A maior parte dos anúncios já está no ar, mas quase tudo exige plano pago. Disponíveis hoje: Dots, GPT-6.1 Sol, Pro 500, Space e Pages. Em teste ou a caminho: slides colaborativos, Decisions API, conversa por SMS com o Dot e o Ultrafast no GPT-6.1 Sol.
A tabela segue o resumo oficial da OpenAI, conferido em 01/10/2026:
| Novidade | Quem pode usar | Situação |
|---|---|---|
| Dots | Pro e Business Premium; Enterprise se o administrador ligar | Liberação gradual desde 29/09 |
| GPT-6.1 Sol | Plus, Pro, Business, Enterprise e Edu | No ar no ChatGPT Work e no Codex; fora do Chat comum |
| Plano Pro 500 | Qualquer pessoa | No ar |
| Ultrafast | Pro 500 e Enterprise | No ar com o Astra; com o Sol, "em breve" |
| Space e Pages | Pro, Business e Enterprise | No ar no computador; edição no celular em breve |
| Slides colaborativos | Pro, Business e Enterprise | Nas próximas semanas |
| Sign in with ChatGPT | Login para todos; uso do plano para Plus e Pro | No ar em 16 parceiros |
| Painéis e atalhos dos plugins | Todos os planos | No ar |
| Meetings | Pro e Business, no Mac | Em teste |
| Codex na nuvem | Plus e planos acima | No ar |
| Decisions API | Desenvolvedores | Em teste, para poucos |
| OpenAI Marketplace | Clientes Enterprise elegíveis | Só lista de interessados |
Repare no padrão. As novidades grandes começam no topo da tabela de preços e descem com o tempo. A própria OpenAI avisa, na central de ajuda, que os recursos do evento chegam aos poucos e podem demorar a aparecer na sua conta.
O que isso muda para você?
Depende de quanto você paga. Quem usa de graça ganha pouco agora. Quem assina o Plus ganha um modelo melhor nas áreas de trabalho. Quem assina o Pro ganha um Dot. Quem paga US$ 200 precisa refazer a conta. Empresas e desenvolvedores ganham custo menor e ferramentas novas.
| Seu perfil | O que você ganha | O que perde ou não leva | O que fazer |
|---|---|---|---|
| Usa de graça | Painéis dos plugins e login com o ChatGPT | Dots, GPT-6.1 Sol, Space e Pages ficam de fora | Nada urgente |
| Assina o Plus | GPT-6.1 Sol no ChatGPT Work e no Codex; uso do plano em programas parceiros | Sem Dots, Space nem Pages | Testar o Sol em tarefas longas |
| Assina o Pro 100 | Um Dot incluído, Space e Pages | Sem Ultrafast | Criar o Dot no computador, com poucas permissões |
| Assina o Pro 200 | O mesmo do Pro 100, com mais uso | Limite menor depois de 29/10/2026, pelo mesmo preço | Ver se o limite novo ainda basta |
| Avalia o Pro 500 | Limite de 25 vezes o Plus e o Ultrafast | US$ 300 a mais por mês que o Pro 200 | Só compensa para quem passa o dia no Codex |
| Tem uma empresa | Dots, Space, @ChatGPT no Slack e no Teams | No Enterprise, os Dots vêm desligados | Decidir quem liga os agentes e com que acesso |
| Programa | GPT-6.1 Sol a um quinto do preço do Astra | Nas tarefas mais difíceis, o Sol fica atrás do Astra | Refazer a conta dos projetos que usam o Astra |
Nossa opinião, com o motivo: para quem só conversa com o ChatGPT e escreve textos, nada no evento justifica trocar de plano hoje. As novidades de peso exigem pelo menos US$ 100 por mês, cinco vezes o preço do Plus, e servem a quem delega trabalho de verdade.
Para o profissional autônomo que vive de prazos, a conta é outra. Um agente que lembra da cobrança esquecida ou prepara o rascunho antes da reunião pode pagar a assinatura com poucas horas economizadas. Vale testar por um mês, com acesso restrito, e medir.
Se você quer acompanhar esse movimento sem depender de um evento por vez, a nossa página de inteligência artificial reúne os lançamentos e as comparações entre as empresas.
Perguntas frequentes
Quanto custam os planos Pro em real?
A OpenAI não informa preço em real nas páginas que consultamos. Os valores oficiais estão em dólar: US$ 100, US$ 200 e US$ 500 por mês. O que você paga no Brasil depende do câmbio do dia da cobrança.
Os Dots da OpenAI funcionam no Brasil?
Pelas regras publicadas, sim. No plano Pro, a liberação vale para todos os países, menos os do Espaço Econômico Europeu, a Suíça e o Reino Unido. A chegada é gradual e pode levar alguns dias. A conversa por SMS está restrita aos Estados Unidos.
Dá para usar os Dots de graça?
Ainda não. É preciso assinar o ChatGPT Pro, a partir de US$ 100 por mês, ou o Business Premium. A OpenAI diz que pretende ampliar o acesso, mas não divulgou data nem disse se haverá uma versão gratuita.
O GPT-6.1 Sol já está no ChatGPT comum?
Não. Ele está disponível no ChatGPT Work e no Codex para os planos Plus, Pro, Business, Enterprise e Edu, e para desenvolvedores pela API. No Chat comum, a OpenAI informa apenas que ele ainda não chegou.
Vale a pena assinar o Pro 500?
Para a maioria das pessoas, não. O plano custa US$ 500 por mês, 25 vezes o preço do Plus, e seu diferencial é a velocidade do Ultrafast e o limite de uso mais alto. Faz sentido para quem programa com IA o dia inteiro.
O ChatGPT Space substitui o Google Docs?
Ainda é cedo para dizer. O Pages já permite escrever e editar em equipe com a IA como colaboradora, mas os slides não saíram, e a edição pelo celular está prometida para depois. Hoje ele funciona melhor como complemento.
O que vem depois do OpenAI DevDay 2026?
O OpenAI DevDay 2026 mostrou uma empresa que quer deixar de ser a caixa onde você faz perguntas e virar o lugar onde o trabalho acontece. Por enquanto, essa mudança tem preço de assinatura cara. O próximo passo é observar quando os Dots descem para os planos baratos, porque é aí que a novidade chega a quem lê este artigo.






